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Em algumas cidades-monstro como Los Angeles, a conversão de carros para bicicletas e a implantação da auto-suficiência em vez da distribuição de massa parece impossível. Mas é menos problemática que a transformação de muita cidades européias ou brasileiras; ao menos em L.A. a população não é tão densa: há muitas casas, grandes quintais, um monte de ruas (que podem ser usadas para outros fins). Em Los Angeles já existem planos de condensar os bairros, estabelecer centros de suprimento, usar espaços para agricultura, etc. A desurbanização não é um processo que precise ser forçado já está acontecendo em muitos países industrializados, e só é contido pela estrutura atual de casa e trabalho distantes um do outro.O problema é mais difícil de resolver em aglomerações urbanas do Terceiro Mundo como a cidade do México, Lagos, Rio de Janeiro, Bombaim, etc. Elas têm favelas e cortiços densamente povoados, as cidadezinhas do interior são incapazes, no momento, de receber tantas pessoas de volta. A desurbanização dessas regiões deve começar com a modernização do interior para que ele se torne atrativo do ponto de vista cultural, e ao mesmo tempo capaz de alimentar os habitantes. Soluções centralizadas, forçadas pelo Estado, podem resultar facilmente em catástrofes, como no caso de Kampuchea. Uma das condições para a modernização do interior é a melhoria dos sistemas de comunicação. Por outro lado, muito da tecnologia das favelas pode servir de base para a auto-suficiência, especialmente quanto a reciclar e reusar materiais desperdiçados (ver Friedman, nota 3).