18 Em algumas utopias ou concepções alternativas encontramos sistemas monetários ilusórios que supostamente resolveriam o problema dos abusos monetários através de diferentes formas de dinheiro. A chamada moeda-trabalho (tempo de trabalho em vez de cruzados, dólares, francos, etc.) é apenas dinheiro puro (como Marx demonstrou no caso do sistema de Owen). A proibição do lucro, ou a desvalorização automática (conforme proposta do suíço Silvio Gesell), ou a impossibilidade de possuir terras, todas pressupõem um Estado central poderoso para punir, controlar, coordenar, ou seja: a continuidade do anonimato social e da irresponsabilidade básica. O problema não é o dinheiro (ou ouro, ou prata), mas a necessidade ou o desejo de troca econômica num determinado contexto social (ver nota 17). Se a troca é desejável, haverá dinheiro (ou contas eletrônicas, ou vales, ou simplesmente memória). Como a troca econômica é minimizada em bolo’bolo, dinheiro não tem um papel importante. (Não precisará ser proibido; e, de qualquer modo, quem faria isso?)

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