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Desde que o ibu surgiu, ficamos livres do "homem", e, infelizmente, nos livramos ao mesmo tempo de perguntas assim: O homem é violento ou não-violento? É bom ou mau por natureza? (Nos livramos também da "natureza".) Todas essas definições sobre o estranho ser chamado homem particularmente as humanistas, positivas sempre tiveram conseqüências catastróficas. Se o homem é bom, o que devemos fazer com aqueles que (excepcionalmente, é claro) são maus? A solução histórica tem sido colocá-los em campos fechados e "reeducá-los". Em caso de não dar certo afinal, eles tiveram uma chance o jeito era internar em hospitais psiquiátricos, atirar neles, pôr na câmara de gás ou queimá-los. Thomas More conhecia o homem, mas queria punir o adultério com a pena de morte em sua humanística utopia. Nós preferimos não conhecer. Assim o ibu pode ser violento, pode até sentir prazer em atacar direta e pessoalmente outros ibus. Não existem ibus normais.É pura demagogia querer explicar o fenômeno das guerras modernas pela existência da violência interpessoal. Nada é mais pacífico, não-violento e delicado que o interior de um exército: os soldados se ajudam uns aos outros, dividem comida, se apoiam emocionalmente, são "bons camaradas". Toda a violência deles é manipulada, focada num inimigo. Mesmo nesse caso, os sentimentos não são importantes. A guerra se tornou um processo burocrático, industrializado e anônimo de desinfecção em massa. A raiva e a agressividade só serviriam para atrapalhar as modernas técnicas de guerra, poderiam até impedir que ela acontecesse. A guerra não se baseia na lógica da violência, do sentimento, mas na lógica do estatismo, da economia, da organização hierárquica. Sua forma pode ser comparada à medicina: a forma não-emocional de lidar com corpos em disfunção. (Compare a terminologia em comum: operações, intervenções, desinfecções, manobras. E o paralelismo nas hierarquias.)
Mas, se guerra significa violência direta, apaixonada e coletiva, yaka é a forma de torná-la possível novamente. Possível, porque não seria necessária e assim nunca assumiria proporções catastróficas. Talvez por motivos similares Callembach introduz um tipo de ritual guerreiro neolítico estilizado em sua Ecotopia (p. 91). Mas isso acontece fora do cotidiano e é uma espécie de experiência oficial. Guerras reais, como é possível com a yaka, não são compatíveis com a Ecotopia; de que têm medo? E é claro que as mulheres são excluídas desses jogos de guerra, porque não são violentas por natureza. Mais um mito tipicamente machista...